10/06/2012

O CENÁRIO POLÍTICO EM BOQUEIRÃO A MENOS DE UM MÊS DAS CONVENÇÕES

A forma como é a disputa política no Brasil se faz sempre de maneira muito igual. E nas pequenas cidades do Nordeste pode-se dizer que é mais igual ainda.

É sempre o grupo da situação buscando mostrar as ações desenvolvidas no período em que está no governo, enquanto que o grupo oposicionista busca mostrar o que não foi feito e o que ainda tem por fazer. E assim se configura a corrida eleitoral dentro de um jogo de interesses com vistas a chegar ao poder.

Aqui em Boqueirão do Piauí, no momento atual todos os grupos políticos estão buscando aliados para saírem fortalecidos na disputa eleitoral a partir de julho. Estratégias para enfraquecer o grupo adversário tentando convencer alguma liderança a sair, é a investida mais comum nessa fase de acertos.

Até o momento, existe no grupo da situação uma definição com o lançamento da pré-candidatura do prefeito Raimundo Pinto(PTdoB) à reeleição. O seu companheiro de chapa deve sair da família do atual vice prefeito Manuel Cardoso.

Dentre os grupos de oposição pelo menos dois candidatos também já lançaram pré-candidaturas, Joãozinho Conrado(PTC) e Solteiro(PT). Para possível composição da chapa, os dois grupos disputam o apoio do ex-prefeito Raimundo Soares, que não pode ser candidato por causa da exigência da lei da Ficha Limpa.

São muitos também os que já lançaram a pré-candidatura para os cargos de vereadores e que disputarão os mais de quatro mil eleitores aptos a votar na próxima eleição.

Em pequenas cidades como Boqueirão do Piauí, a disputa política se torna um tanto mais complicada, já que todos se conhecem, são parentes e/ou possuem algum laço de amizade. E por causa da política, famílias se dividem, amizades são abaladas, enfim, o acirramento da disputa deixa lá suas sequelas.

Mas especialmente este ano é preocupante, pois já se percebe uma certa disceminação de ódio e outros sentimentos ruins que atrapalha muito na hora da necessidade da união de todos em prol de uma cidade melhor, além de ser prejudicial a governabilidade do gestor eleito para o próximo mandato. Muitas vezes os motivos são pessoais e/ou por interesses individuais, sem que haja espaço para análise da capacidade administrativa dos candidatos.

Bom seria se a disputa eleitoral fosse feita apenas no campo dos discursos argumentativos que priorizasse os interesses coletivos, com apresentações de idéias e ações colocadas para melhorar de fato a vida da população. Mas sabemos que isso não ocorre assim, o que há são muitos ataques pessoais, especialmente a pessoa dos candidatos a prefeito, que acaba por acirrar ainda mais a disputa política.

Então, é importante que o grupo da situação entenda que alguns tem motivos e interesses para fazer oposição. Assim como o grupo de oposição deve respeitar os motivos e interesses de quem faz a situação.

Mas no final é mesmo o povo que deve discernir sobre o melhor para o município e fazer a melhor escolha para que a nossa cidade possa se destacar cada vez mais pelos aspectos positivos. Afinal, todos nós somos responsáveis por cuidar dessa terra querida.

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